Uso de tecnologia em diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) aumenta sobrevida de pacientes

Diagnóstico de IAM
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O uso de tecnologias tem sido primordial para auxiliar no diagnóstico de IAM – Infarto Agudo do Miocárdio – e, assim, aumentar a sobrevida dos pacientes. É o que demonstram experiências recentes de diversos países.

Neste texto você vai entender como o tempo é um fator crítico no tratamento do IAM e de qual forma a tecnologia vem cumprir um papel essencial na luta pela sobrevida dos pacientes. Confira. 

As doenças do coração são as que mais matam no mundo todo

As doenças cardíacas seguem como a principal causa de morte no mundo. É o que mostra o estudo “Estimativas Globais de Saúde de 2019” divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em dezembro de 2020 e que traz um balanço dos últimos 20 anos.

Além de permanecerem como principal causa de morte, as doenças cardíacas estão matando mais pessoas do que nunca. O número de mortes por essas doenças aumentou em mais de 2 milhões desde o ano 2000, chegando a quase 9 milhões em 2019. Trata-se de 16% do total de mortes por todas as causas. 

A realidade brasileira não é diferente. Por aqui, as doenças cardiovasculares são a causa principal de mortes, com 27,65% do total, o equivalente a 400 mil ao ano. Entre elas, o infarto se destaca, ao lado do acidente vascular cerebral (AVC), ocupando primeiro e segundo lugares do ranking, respectivamente. 

Vale lembrar que ao menos 3/4 das mortes por doenças cardiovasculares no mundo acontecem em países com rendas baixa e média. Nesses locais, a população mais pobre muitas vezes não tem acesso a serviços de saúde eficazes, com programas integrados que permitam a correta e rápida detecção das doenças. Além disso, nessas localidades, é grave também o problema dos altos níveis de gordura no sangue (dislipidemia), com colesterol elevado, por trás de 51% dos infartos.

Prevenção segue essencial

Para começarmos a mudar esse quadro, o principal mecanismo segue sendo a prevenção. Prova disso são as propostas que, recentemente, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) apresentou ao Governo Federal para fazerem parte do Plano de Ação e Estratégias para a Prevenção da Mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis – DCNT.

O Plano é um compromisso do Ministério da Saúde com estados, municípios e sociedade civil. O foco da ação é fortalecer a vigilância sobre o tema no país e alcançar, em 10 anos, metas que ajudarão na prevenção das causas das doenças cardiovasculares, promovendo a saúde da população.

Entre as propostas, destacamos:

– necessidade do rastreamento das dislipidemias a partir dos 10 anos de idade (demonstrando que a prevenção deve começar desde cedo). 

– verificação de custo-efetividade para a incorporação de novas tecnologias voltadas às doenças crônicas não transmissíveis.

Ou seja, prevenção e tecnologia de mãos dadas pela vida. 

O Diagnóstico de IAM rápido é crucial para salvar vidas

Um dos fatores determinantes no atendimento ao IAM é o tempo para dar início ao tratamento. Os óbitos geralmente ocorrem nas primeiras horas da manifestação, sendo 40% a 65% deles na primeira hora e 80% nas primeiras 24 horas. 

Infelizmente, muitos médicos recém-formados e enfermeiros que interpretam o eletrocardiograma (ECG) têm dificuldade em identificar anomalias nos resultados, como o diagnóstico de IAM. Na verdade, o tema é abordado insuficientemente nas universidades, fazendo com que o acesso ao assunto seja, por vezes, autodidata. É o que demonstrou uma pesquisa realizada com mais de 500 estudantes da Polônia

A maioria dos estudantes (83%) no internato (últimos dois anos da faculdade de medicina) conseguiram interpretar corretamente os primeiros parâmetros do ECG. Porém, somente 58% conseguiram identificar a presença de anormalidades comuns, como o infarto. 

Essa realidade esbarra no fato de que, sem o diagnóstico correto, diminui a chance de um tratamento adequado. Ou seja, a pouca experiência dos profissionais ou simplesmente a demora na interpretação prejudicam muito o quadro clínico do paciente. 

Estrutura e atendimento têm de evoluir

Óbvio que é necessário todo um trabalho com nossas universidades e nossos estudantes e profissionais, para que seja dada a devida atenção ao aprendizado da interpretação do exame e leitura correta do laudo.  

Além disso, precisamos acelerar o atendimento e o tratamento da doença, que é imprescindível já nos primeiros momentos do Infarto. Mas, como acelerar o diagnóstico de IAM? 

Em termos de estrutura, é fundamental a disponibilidade de um sistema móvel pré-hospitalar (equivalente ao SAMU) com comunicação por telefonia visando a transmissão do ECG para as respectivas centrais ou redes hospitalares. Além disso, a rede pública de saúde, bem como a privada, precisa criar e manter unidades hospitalares disponíveis 24 horas, 7dias por semana, qualificadas e de referência, para a realização rápida da terapia de reperfusão coronária.

Diagnóstico de IAM auxiliado

Um caminho extremamente promissor para a obtenção de diagnóstico de IAM mais rápidos tem sido o uso de inovações na saúde como apoio aos intérpretes do eletrocardiograma.

Um exemplo de ferramenta é o Kardia, hub tecnológico da Neomed, que une a precisão da Inteligência Artificial com uma rede de médicos especialistas, de forma a acelerar o diagnóstico e poder salvar o paciente. 

Com a ajuda do Kardia, o pré-laudo da IA é emitido em apenas 50 segundos, e a confirmação do especialista é dada em 5 minutos. Tempo muitas vezes crucial para salvar a vida do paciente.

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